Brincadeiras na piscina

Olá amigos,

Devido ao grande número de pedidos por brincadeiras aquáticas, no post de hoje trarei um livro que está disponível na Internet e apresenta sugestões de brincadeira. Na verdade, estas sugestões não são brincadeiras, e sim, aulas para serem dadas de maneiras diferentes (mas sempre seguindo nossos mesmos objetivos).

Primeiramente, segue o link do livro com mais de 1oo brincadeiras LIVRO DE NATAÇÃO.

Metodologia de dar aulas

É simples fazer uma aula chata e monótona se tornar atrativa e criativa… basta você entrar no universo da criança…

Vocês, leitores, pais, professores, estagiários, acham que uma criança gosta de fazer uma aula na qual tem que repetir mil vezes a mesma coisa? Ir de um lado para o outro da piscina 15 vezes batendo perninha? Ou correr 10 voltas na quadra? Ou ficar atrás de uma fila esperando o amiguinho fazer um exercício brilhantemente elaborado no qual a criança tem que passar 20 vezes em volta do cone e chutar uma bola?

AlooooooW! Se nem vocês gostam, imagine seus filhos e alunos…

Tudo isso pode ser mudado com o simples fato de você observar a própria criança brincando, ou de você lembrar do que VOCÊ gostava de fazer quando era criança..

Por que, ao invés de você  mandar a criança fazer 15 chegadas na piscina batendo perna, você não dá um pega-pega em duplas batendo perna? Por que, em vez de mandar a criança repetir mil vezes a mesma coisa, você não cria um desafio que instigue ela a querer fazer aquilo.. como colocar argolas no fundo da piscina para ela pegar? Ou brinquedos boinhando e diz para ela que são tesouros e que ela é um pirata e tem que caçá-los antes do fim da aula?

Todos nós sabemos o quanto a imagem corporal da criança tem que ser muito bem desenvolvida. Mas como fazer isso?

“Fulana, presta atenção no seu pezinho, bate a perna certa…”…orientações desse tipo são  esquecidas pelos alunos.  Você vai falar MIL vezes aquilo e a criança vai fazer somente uma ou duas vezes certo.

Sugiro que trabalhemos a noção corporal da criança também  com brincadeiras. Podem ser feitas aulas com MEIA, é meia.. aquela que usamos com o tênis… Com a meia, o pé fica mais pesado na água e vai ganhar uma atenção maior da criança. Ai sim  ela vai trabalhar uma melhor imagem corporal…

Isso poder ser feito com roupas, em geral, como no post sobre a aula do pijama que publiquei aqui.  Além de ajudar na questão da imagem corporal da criança, a aula se torna atrativa, diferenciada, desafiante para nossos pequenos. É só usarmos a criatividade!

Existem centenas de livros de brincadeiras, jogos etc., mas o mais importante é a criatividade. Um professor criativo tem seus alunos nas mãos, a aula se torna fácil, empolgante, atrativa, desafiante…

Nunca deixem de usar brinquedos e fantasia em suas aulas, sejam do que for! A criança precisa brincar, é brincando que ela vai aprender, esse é o universo dela não queiram mudar isso nela, porque não tem como, definitivamente não!

Espero ter ajudado os professores que pediram algumas dicas. Estou pesquisando cada vez mais para poder ajudá-los e, por favor não se prendam somente a este blog, existem outros blogs, sites, livros aos quais vocês podem recorrer.

Boa brincadeira a todos!

por Cauê Martins Silva

 

 

 

 

Publicado em Uncategorized | 7 Comentários

O diferencial do lúdico

Olá amigos,

hoje discutirei sobre o diferencial que o lúdico pode vir a ter nas aulas para as crianças em geral, ajudando na adesão e permanencia delas em determinado esporte, disciplina, atividade, etc., além de facilitar e muito o processo de ensino-aprendizagem da mesma.

Muitas crianças acabam desistindo de determinado esporte por ele se tornar monótono, cansativo, ou ate exigir muita técnica que acaba sendo buscada através da repetição sem fim de determinados movimentos, que a criança por fim muitas vezes não consegue fazer e acaba frustrando-se, tudo isso acaba gerando a perda do interesse pela tal pratica esportiva.

Isso pode ser resolvido facilmente com uma simples mudança na forma metodológica de se trabalhar, basta utilizarmos o LÚDICO como mediador deste processo de ensino/aprendizagem , ou seja, o que vamos mudar não vai ser a pratica esportiva, o esporte em si, o objetivo, e sim como vamos chegar a este objetivo, de que recursos vamos utilizar para ensinar tal modalidade, tal atividades, tal matéria, etc.

Hoje em dia ainda existe um pensamento equivocado de que se eu usar do lúdico nas aulas a criança só vai brincar e não vai aprender nada. Tal pensamento se dá porque os professores depois que se formaram há 15, 20, 30 anos atrás nunca mais pegaram em um livro, procuraram um artigo, fizeram uma pós-graduação, etc. porque hoje existem centenas de publicações que comprovam que as crianças aprendem mais facilmente através de uma metodologia lúdica de ensino, tais publicações se tornaram mais fortes no inicio da década de 90, onde diversos autores começam a escrever sobre o lúdico.

De que forma seria mais fácil ensinar uma criança se não brincando? Ela fazendo o que mais gosta de fazer? E dentro de determinadas brincadeiras fica muito fácil você colocar objetivos de aprendizagem nela, seja aprendizagem motora, de valores, de vivência em grupo, seja desenvolver a criatividade, seja o que for.

Veja um exemplo de atividade lúdica que propus a meus alunos de natação semana passada, a aula do pijama. Uma aula que poderia ser feita normalmente, se torna muito mais atrativa e sadia para uma criança com o simples fato de ela vir fazer aula de pijama, pensando no aspecto motor o pijama molhado dentro da agua altera totalmente aquela imagem corporal que ela já tinha de si, exigindo que seu sistema nervoso trabalhe muito mais com aquela situação que ela nunca tinha vivido, pois o pijama molhado na agua dificulta a locomoção, o equilíbrio, a flutuação, etc. da criança na agua, exigindo que suas estruturas neurais sejam adaptadas a tal situação. Pensando de um ponto de vista de valores, a brincadeira de pendurar as roupas molhadas no varal ao fim da aula traz a lembrança para crianças dos pais que lavam a roupa em casa, e o mais engraçado foi que eu nem precisei falar que aquilo era um varal, todas as crianças foram logo falando que agente ia ter que pendurar a roupa para secar. E tudo isso de uma forma lúdica, é muito fácil perceber o quanto as crianças estavam entretidas na aula, basta ver as fotos abaixo.

Bom acho que ficou um pouco mais claro a diferença que temos ao trabalhar ludicamente com nossas crianças, o quão isso é sadio, proveitoso, interessante. Espero que tenham gostado do post de hoje, não deixem de comentar e mandar sugestões, abraços.

por Cauê Martins Silva
Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , | 5 Comentários

Interação social

Olá amigos,

Nas ultimas semanas tenho observado o comportamento das crianças (6 a 8 anos) as quais dou aula de natação, uma delas em especial me chamou muito a atenção. Uma criança que nunca havia feito aula de natação antes, mas já teve alguns contatos com a água antes vinha demonstrando muito medo, receio, desmotivação e todos os exercícios que eu tentava passar para ela (sempre de forma lúdica) não tinha sucesso.

Após três semanas tentando fazer as adaptações ao meio liquido com ela e nenhum resultado significativo aparecia tive uma surpresa: estava esperando as crianças para aula e como era época de férias ainda o numero de crianças estava bem baixo…entre 3 e 4  crianças por aula, contudo neste dia recebi 12 crianças no mesmo horário….. é não foi fácil… o nível delas eram bem diferentes, uns já sabiam dar braças de crawl enquanto outros, como no caso desta criança que vinha dando aula, estava ainda no processo de adaptação ao meio liquido… e me vei as seguintes perguntas na cabeça: E agora??? O que fazer???

Resolvi iniciar a aula com algumas brincadeiras que buscassem essa adaptação, como passar por baixo das raias, pega-pega, pega-pega corrente, etc. E foi a partir dai que comecei a me surpreender, aquela criança que há semanas eu vinha tentando adapta-la ao meio liquido, tentando faze-la por o rostinho dentro da agua, soltar bolinha pelo nariz, boiar de costas, etc. e não vinha conseguindo começou a fazer TUDO? Colocava rosto em baixo da água, prendia a respiração, soltava bolinha, etc. Minha cara ficou exatamente assim >> =O e a minha cabeça assim>>????

No decorrer da aula ela foi demostrando grande melhora, algo muitooooooo acima do que vinha conseguindo fazer nas aulas anteriores, e tudo praticamente SEM a minha ajuda…

Como isso acontece assim do nada? 

E o tonto do professor (EU hhaha) há semanas tentando fazer aquilo ali de mil maneiras diferentes, tentei brincadeiras, jogos, musica, bla bla bla, e nada de ter um resultado positivo….

Foi ai que passei a observar as atitudes dela, e percebi algumas coisas: eu tinha diminuído a atenção que estava dando para ela em relação às outras aulas devido as outras 11 crianças que também precisava de um pouco de atenção, deixando ela mais sozinha, se virando, explorando movimentos… e ainda percebi que  em diversas situações ela estava imitando as outras 11 crianças, aquelas outras crianças estavam encorajando ela, estavam dando segurança a ela, estavam servindo de exemplo a ela, algo que ela não vinha nem de perto comigo nas aulas.

E tudo isso me levantou uma duvida: ate que ponto diminuir o numero de crianças nas aulas, seja em escola, clubes, etc. é bom para a própria criança? Justifica-se dizendo que se pode dar mais atenção a elas, explicar melhor, etc. Mas e a interação entre elas? E a troca de experiências? E a segurança que elas acabam criando ao verem inúmeras crianças na mesma situação e com as mesmas características que ela ali, qual a importância disso?

Tal situação me vez aprender que uma crianças aprende MUITO com outras crianças, claro que o papel do professor é importante, sem duvida! Mas não podemos pensar que SÓ o professor é suficiente, porque não é, sei que assim como eu, inúmeras outras pessoas passaram ou passarão por isso ainda, e muitas vezes ficavam sem entender o que estava acontecendo ali, pois agora saiba: é a interação social (a troca de experiências,  a confiança que tal situação proporcionou a elas, o conforto das brincadeiras e dos colegas ali presentes),  TUDO isso junto que a fez agir assim.

Hoje trouxe uma situação presenciada por mim em minhas aulas, mas isso acontece o tempo todo, seja em casa, na escola, nos clubes, academias e etc. Recomendo a leitura deste artigo http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/652.pdf (A interação social e a construção da brincadeira) para que se tenha conhecimento do quão importante é o papel da interação entre as crianças, é um artigo pequeno 5 paginas e bem simples de ser entendido, porém ele pode agregar muito a vocês.

Por Cauê Martins Silva
Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , | 1 Comentário

Características e brincadeiras dos 0 aos 18 anos

Olá amigos,

hoje trago um post em forma de tabela que traz características para serem exploradas  em cada faixa etária* e tipos de brincadeiras que busquem isso.

*lembramos que nenhuma criança se desenvolve da mesma forma e na mesma velocidade, tudo depende do quão estimuladas elas serão pelos pais, professores,recreadores, etc. portanto as caracteristicas aqui apresentadas são aproximadas, derivando um pouco em cada criança.
Idade APROXIMADA
CARACTERISTICAS
TIPOS DE ATIVIDADES
0 a 2 anos
Egocentrismo;
Descoberta: Tato, movimento, formas, pessoas, texturas, reprod. Sons, engatinhar, andar;
Coord. Motora: abrir, fechar, empilhar, encaixar, puxar, empurrar, comunicação;
Brincadeiras referentes à educação sensório-motora (sentir/executar)
Exploração, canto, perguntas e respostas, esconder.
2 a 4 anos
As características anteriores continuam e soma-se a elas:
Fantasia e invenção;
Criatividade;
Brincadeiras sem regras;
Brincadeiras com pouquíssimas regras simples; Ut. Formar básicas de movimento (andar, correr, saltar, rolar, etc.)
Estimulação; Representação(imitar situações conhecidas: escolinha, casinha)
4 a 6 anos
Muita movimentação;
Começa a aceitar regras e a compreendê-las;
Maior atenção e concentração;
Interesse por: letras, números, palavras e seus significados;
Grupo começa a ter + importância;
Brincadeiras com ou sem regras;
Atividades de muita movimentação;
Representação;
6 a 8 anos
Muita movimentação; Convive bem em grupo; Boa discriminação visual e descritiva;
Atenção e memoria e aceita regras;
Começa a definir seus próprios interesses;
Despertar da competitividade;
Brincadeiras e alguns pequenos jogos;
Atividades em equipes
Desafios (com outros e consigo mesmo);
Atividades de muita movimentação;
8 a 10 anos
Grupo cada vez mais importante;
Memoria plenamente desenvolvida;
Raciocínio concreto e aquisição do raciocínio abstrato; Capacidade de reflexão;
Brincadeiras; pequenos jogos; atividades em equipe; atividades que envolvam estratégias; atividade de raciocínio e de desafios;
10 a 12 anos
Separação dos sexos e compreensão da sexualidade; inicio das diferenças das habilidades motoras entre os sexos e das diferenças de maturidade (meninas na pré-puberdade e meninos +infantis);
Isolam-se pequenos grupos-panelinhas;
Menor interesse pelas brincadeiras;
Pequenos jogos em potencial;
Grandes jogos simplificados;
Atividades de interação social (aproximação)
Atividade em equipes;
12 a 14 anos
Revalorização do sexo oposto; supervalorização da competição; grande discrepância entre maturidade e habilidades entre os sexos; necessidades de autoconfiança; falta de percepção dos limites sociais; grandes conflitos de personalidade; são altamente influenciáveis;
Desvalorização das brincadeiras;
Pequenos jogos em pequena escala;
Grandes jogos em potencial;
14 a 18 anos
Identificação plena sexo oposto; grande diferença de habilidades entre os sexos e aceitação da discussão sobre tais diferenças; ainda apresenta necessidade de autoafirmação; começa a supervalorizar a estética; desprezo pela atividade motora(idade da preguiça); visão da atividade lúdica não só como atividade física; valorização das atividades sociais e culturais;
Esporte propriamente dito;
Gincanas de múltiplas dificuldades;
Grande jogos com grande complexidade de regras;
Atividade junto a natureza;
Modismos; Cinema. Teatro, shows, dança;
Festas, reuniões, bate-papo;
Passeios e viagens;
por Cauê Martins Silva

Bibliografia: CAVALLARI, Vinicius R.; ZACHARIAS, Vany. Trabalhando com Recreação. 5ª edição, São Paulo: Ícone, 2001. Parte 3-Capitulo 2

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

A importância do brincar para as crianças

O brincar está presente desde os primeiros meses da vida do ser humano, é algo natural, instintivo.

No ato de brincar a criança mostra-se de forma livre e espontânea, é neste momento que se torna fácil observar como está acontecendo e a velocidade o seu desenvolvimento e intervir de forma para que aconteça de forma saudável. Como falado a pouco, o brincar permite aos pais e professores intervir no crescimento e desenvolvimento das crianças de forma direta, criando situações de conflitos/problemas que as estimulem ao ato de raciocinar e resolver os problemas propostos desenvolvendo sua criatividade, autonomia e construção do pensar(reflexão).

Poderíamos criar tais situações em outras circunstancias, mas certamente não sofreria o mesmo efeito, pois no brincar é onde a criança se envolve, incorpora as situações devido ao fato que ela esta vivenciando um momento onde o PRAZER é a fonte de energia.

O brincar também proporciona a interação social, onde em algumas teorias¹ este é o ponto chave da brincadeira e do desenvolvimento, através desta interação entre as próprias crianças e entre crianças e adultos há trocas de experiências, e através desta interação as situações problemas que antes as crianças não conseguiam resolver sozinhas, agora com a ajuda dos colegas (pais, professores, e alunos) são resolvidas.

Estas são apenas algumas justificações da importância do brincar, uma introdução para aqueles que não conhecem sua importância, e o papel que ele vem assumir na vida das crianças. 

deixe seu comentário no fim da página =D

As imagens utilizadas aqui são meramente ilustrativas. Caso você seja o autor de uma delas e não queira que elas sejam postadas neste blog, favor entrar em contato

¹ Teoria sócio interacionista de Vygotsky

 
 por Cauê Martins Silva
Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , | 3 Comentários